terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quando meu cachorro morreu

Eu tinha um cachorro que era tão lindo! Tinha os pelos compridos de três cores diferentes: Branco, e marrom. Se chamava Maradona. Ele era a alegria da minha casa. Quando ia para a escola ele ficava latindo no portão, como se me pedisse para voltar e brincar com ele.
Às vezes saia com ele na rua e ele era muito empolgado e puxava a corrente e quase me arrastava. Quando era dia de banho, ele entrava na sala e se escondia debaixo do sofá. Era preciso que meu irmão me ajudasse a arrastá-lo de volta para o quintal e amarrá-lo bem para que não se soltasse, pois um dia, quando ele se soltou, estava todo ensaboado e escorregou pelo piso da sala. Foi parar em cima da cama da minha mãe e sabem o que fez? Isso mesmo! Ele se sacodiu!!! Mas foi sabão, pêlo e água pra todo lado!! Que sujeira! Tivemos o maior trabalho para limpar espuma grudada na janela e no espelho da mamãe.
Meu irmão e eu ríamos muito com Maradona, que se divertia mesmo conosco! Pulava na gente e nunca nos mordeu.
Nosso cão era louco para ir para a rua, mas nós não deixávamos, pois a nosso rua era muito movimentada e tinhamos medo de que alguém o levasse embora. Um dia, por um descuido, a porta da garagem ficou aberta e Maradona saiu correndo feito louco pra rua. Chamamos e gritamos, mas ele não obedeceu. O pior aconteceu! Uma Kombi que estava passando pela rua naquele momento, não teve tempo de parar e bateu com a roda bem na cabeça do nosso bichinho. Com a mesma pressa que fugiu, Maradona voltou para casa, estava tonto e muito assustado. Tinha arranhões pelo corpo e uma marca bem funda na cabeça. Eu o segurei no meu colo e  sentei no chão. Minha avó e minha tia que estavam por perto fizeram o possível para socorrê-lo, mas senti que o seu coraçãozinho que batia muito rápido por causa do susto, agora começava a bater mais devagar e devagar até que meu querido e amado cachorrinho morreu. Ali no meu colo, seu coração parou de bater! Foi um choque muito grande para mim e para o meu irmão, pois nós o amavamos muito. Choramos grande e deseperadamente!
A única coisa em que eu pensava era: "Por que Deus deixou que ele morresse?" Minha avó colocou a sua mão no meu ombro e disse que um dia eu veria a morte de muitas pessoas que eu amo, pois nada é eterno, só Deus.
Foi na bíblia que descobri uma verdade incrível: que Deus fez os animais e que Ele os ama e se chateia quando alguém os maltrata. Fiquei sabendo também que um dia não haverá mais mortes nem de cãezinhos e nem das pessoas que nós amamos e que as nossas lágrimas nunca mais cairão de tristeza.
Ainda hoje lembro-me de Maradona e só posso agradecer a Deus por ter me dado um cãozinho tão esperto e carinhoso.
Tenho certeza de que no céu, Deus está preparando um animalzinho especial para mim e que haverá um bichinho para cada criança que perdeu seu animalzinho de estimação aqui na terra. Pois lá não haverá mais dor, nem risteza, pois Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. (Apocalipse 21:4)

Bichinho dentro da gente

Olá! Meu nome é Jonas! Tenho 6 anos e sou um menino normal. Estou aprendendo a ler, binco e brigo com meu irmão menor e não existe em mim nada que seja diferente das outras crianças, a não ser um certo bichinho...
Sim, um certo bichinho que a minha mãe disse que eu tenho e que me faz fazer umas coisinhas erradas. Sempre quando estou junto com a família ao redor da mesa para uma refeição, sem querer saio e meus pais me dizem: "Ei, Jonas!! Parece que tem um bichinho ai, pois você não pára quieto!!".
Penso muito nesse bichinho que me faz levar broncas o tempo todo. Às vezes lavo minhas mãos, achando que posso me livrar dele. Às vezes, no banho, esfrego bem o corpo com a esponja para o bichinho sair. Mas logo depois, lá está ele a me fazer tocar no que não devo, quebrar coisas ou sair sem permissão.
Certa vez, na fila do banheiro, para a higiêne, a professora foi colocar a pasta de dentes nas nossas escovas e foi logo avisando: "Olhem, não é para comer pasta, heim?". Puxa! Aquilo despertou o meu bichinho, que estava quietinho! Fiquei pensado que se ela falou aquilo é porque alguém já comeu pasta e não morreu! Mas que gosto tem a pasta? e fui logo pondo o dedinho bem pouquinho na boca, até que a Camila, minha coleguinha de sala, contou para a professora e eu fiquei de castigo.
À noite, minha mãe repetiu a conversa do bichinho inquieto!
Penso que esse bichinho deve ser muito forte e deve morar no meu corpo inteiro, pois muitas vezes chuto o que não deveria chutar, toco o que não deveria tocar e faço o que não deveria fazer. Minha mãe me contou um dia, uma história da Bíblia, de um personagem chamado Paulo. Ele disse algo, há tanto tempo, mas que parece com o que eu penso hoje sobre esse bichinho: "O bem que quero, isso não faço, mas o mal que não quero, isso eu faço" (Romanos 7:19).
Só depois de muito tempo, descobri que esse tal bichinho é o pecado. E não se pode tirar o pecado lavando as mãos, mas orando e pedindo a Jesus que nos livre do bichinho. Assim, toda vez que sinto uma vontade, mas uma vontade grandona de fazer o que não posso, eu logo penso em Jesus e peço a Ele para me libertar do bichinho do pecado, que só quer me ver de castigo e fazendo meus pais, meu irmão e todos os que me amam, tristes comigo.