terça-feira, 5 de junho de 2012

A árvore da espera


A árvore da espera



Era uma vez um garotinho muito bagunceiro. Gostava de espalhar seus brinquedos por todos os lados e jamais os recolhia após as tardes de brincadeiras no quintal ou no seu quarto. Ele e o seu pai possuíam uma forte amizade e onde quer que o pai fosse o rapazinho ia também. Acampavam juntos, iam fazer compras, lavar o carro, qualquer coisa. Um dia seu pai informou que faria uma longa viagem e que ficaria ausente por muitos dias. Não compreendendo muito bem o que aquilo significava, o menino começou a chorar. Imaginou-se sozinho, abandonado e perguntava constantemente quando o pai retornaria, ao que ele respondeu, retornaria no final do outono.

As estações do ano ainda eram um enigma para o menino, que não entendia direito o significado daquilo. Para resolver o problema, o pai o pegou no colo e com muito custo conseguiu abrir a porta dos fundos, que estava emperrada com um brinquedo do filho. Subindo num banquinho, fez o menino olhar para a árvore que havia no terreno. Era uma árvore frondosa e muito bonita, dessas que necessitam de umas duas pessoas para abraçar seu tronco. Gentilmente, enquanto limpava o rostinho molhado de lágrimas do seu filho, o homem disse que voltaria quando as últimas folhas daquela árvore tivessem caído, esse seria um sinal, um acordo entre eles, porém o garoto tinha de prometer ser obediente para com a mamãe e organizado com seus brinquedos, pois se o filho fosse bonzinho e organizado durante esse período, o pai lhe traria um belíssimo presente, caso contrário, o menino ficaria de castigo e o pai, muito chateado.

Os dias se passavam e todos os dias o menino subia no banquinho para vigiar a árvore. Uma vez se alegrou quando o vento derrubou uma folha. Desejava que o vento derrubasse todas as folhas logo, queria rever seu pai, queria ganhar o presente. O presente! Sim, começou a organizar os seus brinquedos, recolhê-los em caixas por ordem de tamanho. Dia após dia o menino olhava para a árvore e às vezes perdia a paciência, querendo abandonar a vigília, deixar tudo de lado, desistir, porém, o porta-retratos da sala, que aparecia ao lado do seu amado pai, as lembranças das aventuras que passaram juntos,  o próprio som da voz do seu pai ao contar as belíssimas estórias antes de dormir, o faziam voltar a espreitar a árvore e desejar a volta do pai.

Ao chegar da escola, certo dia, surpreendeu-se em saber que a árvora havia perdido algumas folhas e que esse processo continuou durante alguns dias. Quando  estava distraído brincando com um carrinho no tapete do quarto, ouviu o som da porta se abrindo e de repente seu coração foi contagiado por uma emoção muito profunda ao ouvir o som da doce voz do seu pai. Descendo as escadas correndo, o garoto pulo nos braços do pai e chorando o recebeu e lhe confidenciou quanta saudade havia em seu coração. Contou a ele das vigílias ao terreno dos fundos, das orações que fazia e da sua mudança ao ter decidido tornar-se organizado e limpo com os seus brinquedos. Orgulhoso, o pai entregou a ele o maravilhoso presente que havia comprado: um belo castelo reluzente e colorido.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nataxa vê o mundo

- Ei, mocinha! Saia de cima da Tv!!!

Todos os dias a mamãe chamava a atenção de Nataxa, pois ela adorava assistir TV bem de pertinho. De longe não tinha graça...ela não podia ver bem o rosto dos atores dos filmes, não podia ver os detalhes, nada!

Quando saia à noite, Nataxa achava o máximo todas aquelas luzes que ficavam com um arco-íris ao redor, e aqueles tremendos borrões amarelados ou muito brancos. Nataxa vivia num mundo só seu. Quando olhava para alguém por muito tempo, ela tocava o dedo no olho e via duas pessoas ao mesmo tempo.

Na escola, Nataxa não prestava muita atenção nas explicações, sentava-se no fundo e sempre era a última a terminar a lição. Nem tinha muitos amigos, mas vivia se divertindo e rindo sozinha. Quando algo parecia interessante, ela colocava a mão no olho direito e conseguia prestar toda a atenção. Nataxa era diferente.

Certo dia, foram até a escola, uns jovens altos, todos de avental branco e Nataxa só percebia os vultos claros passando pelos corredores do colégio. Teve medo. Eles sempre passavam sozinhos e voltavam trazendo uma criança pela mão. Até que um daqueles vultos encostou na porta de sua sala e ela foi chamada, junto com muitos outros meninos e meninas. Chegaram a uma sala. Ela foi a primeira. Uma moça muito simpática, elogiou seu cabelo, fez umas perguntas que ninguém tinha feito e depois lhe fez uma brincadeira de descobrir as letras numa parede branca. Ela não consegui adivinhar as letras e quase perdeu o jogo, mas a moça pediu-lhe para tampar um olho e depois o outro e ela ganhou o jogo! Seu prêmio foi surpreendente! Recebeu depois de umas visitas a outro homem de branco, um belo par de óculos vermelhos!

A primeira vez que Nataxa colocou seus óculos, o mundo brilhava e tudo era lindo! Põde ver bem o rosto de sua mãe a sorrir, viu os passarinhos nos fios dos postes,"nem sabia que passarinho pousava em fio!" , viu os carros coloridos atravessando a avenida, viu que no semáforo de pedestres existia um homenzinho verde e não um borrão verde. Nataxa viu o mundo e ficou encantada com seu brilho, suas cores!

Ao voltar para a escola, Nataxa copiava direitinho a lição do quadro, escrevia certinho dentro das linhas do seu caderno e começou a tirar boas notas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Muito mais do que esperava

                Certo dia enquanto eu jantava, assistia aos comerciais de TV com muito interesse. Foi quando de repente passou uma propaganda maravilhosa de um picolé delicioso. Estava muito calor e o sorvete parecia ser muito apetitoso e saboroso. Era embalado com um plástico branco de letras azuis, em que mãos de adulto rasgavam o rótulo e descobriam o produto de um branco impecável e uma boca muito bem desenhada dava uma bela mordida no gelato. Ao ir para cama naquela noite, senti-me perturbada e como se não bastasse a visão da propaganda, ainda sonhei com o picolé e acordei morrendo de vontade de dar uma mordidinha pelo menos.
               Na manhã seguinte, contei para minha avó, o meu maior deseja, mas ela pareceu nem me ouvir e me conduziu para a escola. Ela me disse que naquele dia eu deveria ir para a casa da minha mãe para esperá-la, pois chegaria tarde. Na escola não foi fácil esquecer a visão do picolé de leite moça, branco e delicioso, mas depois do recreio já havia esquecido. Na hora da saída percebi que não possuia nem uma moeda e com o baita sol esquentando a minha cabeça, só pensava em pedir para minha mãe.
              No meio do caminho encontrei minha avó saindo da rua da casa da minha mãe e me despedindo com pressa, já que precisava resolver uns assuntos seus.
              Quando cheguei no portão, uma vizinha me disse que minha avó me deixou uma encomenda no congelador e qual não foi a minha surpresa quando vi o compartimento contendo três picolés de leite moça, que me esperavam. Com esse fato tendo passado, mas analisando-o depois de tantos anos, só pude perceber o óbvio: o quanto a minha avó me amava, para desviar o seu caminho para me fazer um agrado e no quanto ela superou minhas expectativa, me favorendo com mais do que o que eu merecia.                  
              Lembro-me daquele verso mais que especial que diz "As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. I Coríntios 2:9. ” E penso no que Deus poderá fazer por mim e por você se tão somente deixarmos que Ele nos guie por esse mundo.

O misterioso caso dos tomates


                  A historinha que vou contar é de dois irmãos muito sapecas, o mais novo se chamava Alex e a mais velha se chamava Paula. Esses dois irmãos sempre aprontavam. Brincavam e brigavam o tempo todo, mas nunca conseguiam ficar um minuto sem se falar.
                 Um dia, quando estavam cansados e não tinham nada com que se divertirem, descobriram um buraco no muro do seu quintal. O buraco dava para o quintal do vizinho e os dois disputavam para ver atraves do buraco. Ao colocarem a mão e o braço no espaço, descobriram que havia ali, um pé de tomates, ainda em formação, mas carregado de tomates pequenos e vermelhos. A garota teve uma ideia: enquanto o irmãozinho vigiava, ela que era mais alta, tentaria alcançar os deliciosos frutos. Com as pontas dos dedos, ela conseguiu pegar o primeiro tomate e correu para a cozinha, seguida do irmão. Lavaram bem lavado e encheram-no de açúcar, dividindo-o para ambos.
                  Ao anoitecer, nada contaram aos seus pais e no dia seguinte o fizeram de novo. E de novo e de novo, por muitas vezes.
                 Certo dia, ao colocar o braço no buraco, a menina sentiu uma mão muito forte a segurá-la com força e ela gritou. O irmão, assustado, correu e se escondeu.
                Enquanto o vizinho a segurava pelo braço, a sua esposa foi até o portão e lhe olhou nos olhos, exatamente no instante em que o homem a soltou. Aliviada, a menina sumiu para dentro da casa, assustada, pois sabia qua seus pais ficariam sabendo daquela peraltice e com certeza ficariam de castigo.
                No dia seguinte, enquanto eles estavam sainda para ir ao colégio, viram a vizinha do lado de fora do seu portão. Assim quem os viu, a senhora ergueu a mão para dar-lhes algo. Com medo, os dois irmãos recolheram o que ela oferecia e saíram apressados, abrindo o pacotinho apenas na esquina. Não puderam se conter. Havia no pacote, alguns tomatinhos vermelhinhos e deliciosos, bem como um bilhetinho que dizia: "Vocês não precisam roubar do nosso jardim! Temos uma grande plantação de tomates no nosso jardim e ficaríamos felizes em dividir com vocês!" Os dois ficaram envergonhados e resolveram pedir perdão, ao que sua ação lhes deu o direito magnífico de comer quantos tomatinhos quisessem, já que o portão deles sempre foi aberto.
                 Somente depois de terem vivido essa experiência é que os dois irmãozinhos compreenderam o significado de "roubar a Deus", que deixa abertas as portas de bênçãos dos céus em troca de nossas orações, nosso bom comportamento e nossos bens e nós O desrespeitamos roubando dEle os dez por cento que nos pede!

Roupas desenhadas



Olá! Meu nome é Jonas e tenho trinta e três anos. Sei que este é o momento de contar histórias de crianças arteiras, de fantasias e aventuras especiais, mas o que me ocorreu hoje à tarde com a minha filha de 5 anos me fez voltar a ser criança e me lembrou de como foi que eu descobri qual é a forma do amor:
Tudo começou quando fui buscar minha filha Jacqueline, na escola. Ela ainda estava se acomodando no banco de trás do carro e enquanto passava o cinto de segurança me disse assim:
            - Pai, você pode me comprar uma camiseta de coração igual a da Ana Caroline, da minha sala?
 - E o que há de errado com as suas camisetas, Jack?
 - Bem, todos os dias ela vem com uma camiseta de desenhos tão bonitos...
 - Vamos ver com a mamãe depois, ok?
 - Ok....
Naquele instante aquela conversa me transportou em pensamento para os meus 5 anos, quando eu estava no Jardim de Infância. Lá eu possuía muitos amigos com quem aprontava todas as peripécias que uma criança de 5 anos pode cometer. Foi lá também onde conheci o garoto mais rico do colégio, seu nome era Carlos Henrique e ele se tornou o meu maior amigo. Todos os dias, o Carlinhos chegava com uma camiseta nova. E eram as camisetas do uniforme escolar, mas as dele tinham desenhos muito bonitos e coloridos, feitos em tecido xadrez, listrado e muitos outros. Um dia era uma camiseta com um balão enorme nas costas, no outro dia havia vários pequenos corações na gola e para entusiasmo dos outros garotos, as calças do uniforme dele começaram a vir cheias de figuras geométricas: triângulos, retângulos e círculos.
Achei o máximo!
Todos os dias, pedia aos meus pais, que me comprassem os uniformes desenhados e eles nunca entenderam de onde eu tirava essas ideias estranhas. Me comprando camisetas de marca, com estampas da moda.
Um dia, enquanto a minha mãe me esperava com o carro estacionado na porta da escola, apresentei o Carlinhos a ela e lhe mostrei o seu uniforme desenhado. Minha mãe olhou atentamente o meu amigo e perguntou se poderia lhe dar uma carona até sua casa, já que ele ia sozinho. O carro não pôde deixar meu amigo na porta de casa, pois o bairro dele era muito reservado e quando ele ia se despedir, minha mãe lhe perguntou:
 - Carlinhos, de onde vêm suas roupas coloridas?
 - Ah, tia, é a minha mãe mesmo que costura esses desenhos nas minhas roupas, quando elas rasgam. Às vezes ela faz uns corações e me diz que toda vez que eu olhar para eles é pra lembrar dela e do seu amor por mim. Quando ela faz bonequinhos, barcos ou carrinhos é porque o pagamento foi pouco e não vai dar pra me dar um brinquedo novo.
Com lágrimas nos olhos, minha mãe disse:
            - E você gosta de suas roupas assim?
            - Oh sim! Gosto muito! Minhas roupas mostram que minha mãe me ama e cuida de mim, porque mesmo eu chegando rasgado e sujo, ela me limpa e tampa os furos que eu deixo.
Falando isso, o meu amigo desceu se despedindo e enquanto o carro se afastava da rua, percebi que minha mãe chorava muito e logo que chegamos em casa, ela me pegou pelos braços, me abraçou e me beijou muito.
Por muitos anos o Carlinhos estudou comigo naquele colégio de pessoas ricas, pois sua mãe trabalhava como empregada na casa do diretor. Por muitos anos ele usou roupas remendadas, coloridas, com corações vermelhos, ou em tecidos de bolinhas e sempre fomos amigos. Ele nunca teve vergonha disso e apesar de todas as dificuldades, hoje o Carlinhos é dono de uma grande empresa. Graças aos esforços daquela mãe tão cuidadosa, que não deixou que pequenos obstáculos distanciassem seu filho de um belíssimo futuro. Minha família também aprendeu muito com aquela família humilde.
Quanto a mim, consegui entender com as lágrimas e os beijos de minha mãe, que nem sempre o dinheiro pode comprar todas as coisas, pois por mais que fôssemos ricos e pudéssemos comprar as melhores camisetas do mercado, jamais poderíamos comprar aquelas camisetas do Carlinhos, pois aquelas eram produzidas com o mais puro amor, que não se compra e nem se vende, só se dá.
Cheguei a chorar ao volante ao lembrar desse fato e passando pela minha antiga escola, mostrei à minha garotinha onde estudei e contei-lhe do meu amigo Carlinhos e suas camisetas de coração. Aproveitei para dizer a ela o quanto a amo e o quanto desejo que ela descubra a forma do amor verdadeiro no carinho e na atenção que lhe damos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quando meu cachorro morreu

Eu tinha um cachorro que era tão lindo! Tinha os pelos compridos de três cores diferentes: Branco, e marrom. Se chamava Maradona. Ele era a alegria da minha casa. Quando ia para a escola ele ficava latindo no portão, como se me pedisse para voltar e brincar com ele.
Às vezes saia com ele na rua e ele era muito empolgado e puxava a corrente e quase me arrastava. Quando era dia de banho, ele entrava na sala e se escondia debaixo do sofá. Era preciso que meu irmão me ajudasse a arrastá-lo de volta para o quintal e amarrá-lo bem para que não se soltasse, pois um dia, quando ele se soltou, estava todo ensaboado e escorregou pelo piso da sala. Foi parar em cima da cama da minha mãe e sabem o que fez? Isso mesmo! Ele se sacodiu!!! Mas foi sabão, pêlo e água pra todo lado!! Que sujeira! Tivemos o maior trabalho para limpar espuma grudada na janela e no espelho da mamãe.
Meu irmão e eu ríamos muito com Maradona, que se divertia mesmo conosco! Pulava na gente e nunca nos mordeu.
Nosso cão era louco para ir para a rua, mas nós não deixávamos, pois a nosso rua era muito movimentada e tinhamos medo de que alguém o levasse embora. Um dia, por um descuido, a porta da garagem ficou aberta e Maradona saiu correndo feito louco pra rua. Chamamos e gritamos, mas ele não obedeceu. O pior aconteceu! Uma Kombi que estava passando pela rua naquele momento, não teve tempo de parar e bateu com a roda bem na cabeça do nosso bichinho. Com a mesma pressa que fugiu, Maradona voltou para casa, estava tonto e muito assustado. Tinha arranhões pelo corpo e uma marca bem funda na cabeça. Eu o segurei no meu colo e  sentei no chão. Minha avó e minha tia que estavam por perto fizeram o possível para socorrê-lo, mas senti que o seu coraçãozinho que batia muito rápido por causa do susto, agora começava a bater mais devagar e devagar até que meu querido e amado cachorrinho morreu. Ali no meu colo, seu coração parou de bater! Foi um choque muito grande para mim e para o meu irmão, pois nós o amavamos muito. Choramos grande e deseperadamente!
A única coisa em que eu pensava era: "Por que Deus deixou que ele morresse?" Minha avó colocou a sua mão no meu ombro e disse que um dia eu veria a morte de muitas pessoas que eu amo, pois nada é eterno, só Deus.
Foi na bíblia que descobri uma verdade incrível: que Deus fez os animais e que Ele os ama e se chateia quando alguém os maltrata. Fiquei sabendo também que um dia não haverá mais mortes nem de cãezinhos e nem das pessoas que nós amamos e que as nossas lágrimas nunca mais cairão de tristeza.
Ainda hoje lembro-me de Maradona e só posso agradecer a Deus por ter me dado um cãozinho tão esperto e carinhoso.
Tenho certeza de que no céu, Deus está preparando um animalzinho especial para mim e que haverá um bichinho para cada criança que perdeu seu animalzinho de estimação aqui na terra. Pois lá não haverá mais dor, nem risteza, pois Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. (Apocalipse 21:4)

Bichinho dentro da gente

Olá! Meu nome é Jonas! Tenho 6 anos e sou um menino normal. Estou aprendendo a ler, binco e brigo com meu irmão menor e não existe em mim nada que seja diferente das outras crianças, a não ser um certo bichinho...
Sim, um certo bichinho que a minha mãe disse que eu tenho e que me faz fazer umas coisinhas erradas. Sempre quando estou junto com a família ao redor da mesa para uma refeição, sem querer saio e meus pais me dizem: "Ei, Jonas!! Parece que tem um bichinho ai, pois você não pára quieto!!".
Penso muito nesse bichinho que me faz levar broncas o tempo todo. Às vezes lavo minhas mãos, achando que posso me livrar dele. Às vezes, no banho, esfrego bem o corpo com a esponja para o bichinho sair. Mas logo depois, lá está ele a me fazer tocar no que não devo, quebrar coisas ou sair sem permissão.
Certa vez, na fila do banheiro, para a higiêne, a professora foi colocar a pasta de dentes nas nossas escovas e foi logo avisando: "Olhem, não é para comer pasta, heim?". Puxa! Aquilo despertou o meu bichinho, que estava quietinho! Fiquei pensado que se ela falou aquilo é porque alguém já comeu pasta e não morreu! Mas que gosto tem a pasta? e fui logo pondo o dedinho bem pouquinho na boca, até que a Camila, minha coleguinha de sala, contou para a professora e eu fiquei de castigo.
À noite, minha mãe repetiu a conversa do bichinho inquieto!
Penso que esse bichinho deve ser muito forte e deve morar no meu corpo inteiro, pois muitas vezes chuto o que não deveria chutar, toco o que não deveria tocar e faço o que não deveria fazer. Minha mãe me contou um dia, uma história da Bíblia, de um personagem chamado Paulo. Ele disse algo, há tanto tempo, mas que parece com o que eu penso hoje sobre esse bichinho: "O bem que quero, isso não faço, mas o mal que não quero, isso eu faço" (Romanos 7:19).
Só depois de muito tempo, descobri que esse tal bichinho é o pecado. E não se pode tirar o pecado lavando as mãos, mas orando e pedindo a Jesus que nos livre do bichinho. Assim, toda vez que sinto uma vontade, mas uma vontade grandona de fazer o que não posso, eu logo penso em Jesus e peço a Ele para me libertar do bichinho do pecado, que só quer me ver de castigo e fazendo meus pais, meu irmão e todos os que me amam, tristes comigo.